terça-feira, agosto 07, 2007

Escultura inacabada...


Peguei nas tuas mãos pacientes…
Um pouco recatadas…
E tu deixas-te…
Juntei às tuas as minhas mãos quentes,
Um pouco calejadas…
E tu sentis-te…
Deixaste-te guiar pelo barro macio…
Um pouco molhado…
E consentiste…
Nasceu sem alma, sem calor, fria…
Inacabada…
E reflectis-te:

Nem sempre se termina,
Uma obra imaginada…
Mas basta o que se imagina,
P’rá sentir terminada.
Será sempre inacabada…
Essa escultura que os dois
Iniciámos de mão dada…
E vamos deixando para depois.

domingo, julho 15, 2007

Pára...

Pára um momento junto a Mim…
Eu sou Teu Deus e Senhor…
Tenho-te gravado na palma da mão…
Com um amor eterno e sem fim…
Com um amor eterno e sem fim…
Pára um momento…
Pára um momento…
Pára um momento junto a Mim…

( desconheço autor)

sexta-feira, julho 13, 2007

Desilusão...

D'algumas pessoas que conheço...
Sinto somente desilusão...
Ou por não ser o que pareço,
Ou por não serem o que são.
Sinto...mas não esqueço,
Elas...sentirão ? Ou não?!

quinta-feira, julho 12, 2007

cansa-me...

Cansa-me a rotina…
O dia-a-dia sempre igual,
O rosto das mesmas pessoas,
O ter de usar capa e batina,
Ou o vestir de forma informal,
E o proferir palavras más e boas.
Mas cansa-me a rotina,
E eu canso também os outros,
Cansa-me ter de dobrar a esquina,
Cansa-me a correria dos loucos,
Cansa-me parar e correr e ficar a pensar…
Mas preciso de parar e ver as misérias…
Porque se calhar também me vou cansar,
Da vida descansada…e do tempo de férias…
Tudo para mim é cansaço…
Mas sinto que ainda por cima…
Me canso do que faço e não faço…
Mas…cansa-me a rotina…

quarta-feira, julho 11, 2007

Uma lágrima transparente...


Soltei…uma lágrima sem querer…
No canto do olho esquerdo…
Deslizou pelo rosto a correr…
Transformando…transformando…
Não tinha nenhuma cor…
Não deixava mancha nenhuma,
Deslizava pelo rosto somente,
Não era nem sinal de dor…
Era lágrima…era só uma…
Uma lágrima transparente.

quinta-feira, julho 05, 2007

SONS ( O gemido do clarinete e o meu grito)

Alguém transmite em ti,
Uma força, um som, um viver...
Algo mais se sente, eu ouvi,
E fiquei a olhar, a sentir e a ver.
Cada nota um gemido
Cada sopro um soluçar
Pareceu- me ter- te ouvido
A chorar e a cantar.
Melancólico esse canto
E as lágrimas que ondulavam
Pela pauta , doce pranto
Que as notas soluçavam.
Fico a escutar na solidão
Essa melodia que tu choras
Uma nota, um gemido, uma canção,
Um segundo, dois minutos, umas horas.
E a paz que me traz esse canto
E o momento que p'rã mim é infinito
Não sei se erga a voz de espanto,
Ou junte à tua melodia o meu grito.
E do meu grito e o teu gemido, vejo surgir
Essa música que choras, essa canção
Fico só a olhar- te, a ver- te e a sentir
Fico só, com a tua melodia e a minha solidão.


segunda-feira, julho 02, 2007

Sim Quero...

Sinto em mim...
A voz que me chama,
Sinto em mim essa vontade
E o receio da fraqueza humana.
Sinto e quero estender a mão,
Sinto e quero seguir o caminho
Sinto o calor e a emoção
Sinto a oferta do Teu carinho.

Tantas vezes quis, agora o consegui
Seguir Teus passos, reflexo do que senti.

Saber que nada sou, nada sei
Mas sinto esta vontade em mim
Dizer-Te que em Ti confio e confiarei
Essa a razão que me leva a dizer, sim.
Se tantas vezes o quis realizar,
Agora é o momento derradeiro,
Faço-o por amor e para amar,
Porque alguém me amou primeiro.
Aos altos e baixos andei tacteando o caminho,
E mesmo sendo mau, nunca me deixaste sózinho.

Quero então seguir-Te,
Mas a confiança de Ti a espero...
Ajuda na minha pequenez a saber pedir-Te,
E a dizer-te, hoje,amanhã e depois...sim quero.

( 2 de Julho de 2000)

sábado, junho 30, 2007

SAUDADE???

Quando te toca lá dentro,
E tu te sentes...tocado...
Sabes!...Não sabes???...Sabes e sentes...
E ao menos por um momento,
Sabes...mas sentes calado.
Querias ouvir...de mansinho...
Querias sentir...a presença...
Sentir o calor do carinho...
Sentir o olhar da diferença...
Mas quando te toca lá dentro...
Mesmo contra a tua vontade...
O que sentiste nesse momento...
Chamarás no futuro...saudade.

quarta-feira, junho 27, 2007

Hoje...

Hoje parei para sentir...
Os dias da vida percorrida,
As noites da escura mágoa , consentida...
O vazio sentido sem fingir...
No emaranhado dos sentimentos...
Na chuva turbulenta das ideias...
Nas tempestuosas palavras saídas em relâmpago,
Fechei os olhos para ver melhor...
E apesar de contraditória sensação...
Na certeza do agora não ser o fim...
Tive uma força fraquinha e disse não...
Porque mesmo sem querer...sinto o meu sim...

terça-feira, junho 26, 2007

Depois....

Não há antes, nem depois…
Há agora….
Não há um, mas há dois…
Há agora?
Não há vazio, mas há cheio…
Há agora !!!
Não há belo, nem há feio…
Há agora ?!!
Mas….
Se houver antes, há depois…
Há agora.

sexta-feira, junho 01, 2007

Hoje...

Hoje acordei...
Envolto numa tempestade,
De pensamentos.
Hoje sonhei...
Por minha vontade,
Alguns momentos.
Hoje ao acordar...
Do sono que invade,
Os sonolentos...
Abri os olhos...
Continuei a sonhar
Com esses momentos...
Em que acordo
Envolto em tempestades
De pensamentos...

sábado, outubro 28, 2006

Aborto

Fechado na mentira do teu corpo,
Mãe:
Submerso em lodaçal…
Traição de vidas a dormir em paz,
Amores cegos de destinos sem verdade.
Sois vós.

Um fel negro, apunhalante, se rasga
Desfeito em riscos cruéis
A gargalhar liberdades…
Sois vós.

Vidas rasgadas na floração,
Beijadas de escarros e podridão…
Somos nós.

E o sangue a bramir
Nas veias acesas, em convulsões de desejos,
Gestos de loucura, sangrentos,
Sois vós.

E há corpos a marulhar
Como lavas de vulcão
Que a terra negra vomita…
Somos nós.

Ondas de mares revoltos
A esfarraparem-se, doidas,
Nas areias escaldantes
Das vossas praias de sombra e de noite…
Somos nós.

Morrerá a nossa vida;
Nascerá a vossa angústia.
Partirão lemes e asas em nós.
Ficarão correntes de aço em fúria
E turbilhões de remorsos em vós.

( anónimo)

terça-feira, outubro 17, 2006

Os olhos...

Olhos negros são paixão…
Os castanhos são pecados,
Os azuis não sei que são!
E os verdes são traição,
De sentimentos atraiçoados.
Os cabelos são beleza
Nem sequer importa a cor,
Mas os lábios de certeza
Tem diferente sabor.
O importante é sentir,
O que sente o coração
Os olhos, os cabelos, e os lábios a sorrir,
Fingem ser o que não são.
Tudo o que é secundário
Não é fundamental...
NO amor o que é primário
Ê não saber definir,
Nem sequer explicar,
Que se sente sem fingir,
E se ama sem medir,
Sem saber se é amar.

quarta-feira, setembro 20, 2006

QUANDO EU TE FALEI DE AMOR

Quando os meus olhos te tocaram
Eu senti que encontrara
A outra metade de mim
Tive medo de acordar, como se vivesse um sonho
Que não pensei em realizar

E a força do desejo
Faz-me chegar perto de ti

QUANDO EU TE FALEI EM AMOR
TU SORRISTE PARA MIM
E O MUNDO FICOU BEM MELHOR
QUANDO EU TE FALEI EM AMOR
NÓS SENTIMOS OS DOIS
QUE O AMANHÃ VEM DEPOIS
E NÃO NO FIM

Estas linhas que hoje te escrevo
São do livro da memória
Do que eu sinto por ti
E tudoo que me dás é parte da história
Que eu ainda não vivi

( Luís Oliveira)

Lindooooooooooooooo....poema...

terça-feira, maio 30, 2006

Habituei-me

Habituei-me a viver assim…
Fiz da vida uma escadaria…
Ás vezes subo…outras dou por mim,
Parado…ou numa correria.
Não quis…não quero…nem queria.
Desperdiçar um minuto…um segundo…
Mas os ponteiros correm cada dia…
E eu não sou único no mundo.
Habituei-me a viver assim…
A subir…e a descer…
Parar?...só no fim…
E quando Deus quiser.

terça-feira, maio 16, 2006

Desistir...

Sinto um desejo enorme...
Uma vontade maior...
De seguir as sensações
De viver as emoções
De saborear e de sentir...
Sem olhar...
Sem pensar...
Somente provar...o mel,
E poder distinguir...o fel,
Mas desejo sentir;
E luto para o conseguir...
E sem querer,acabo, por desistir.

sábado, maio 06, 2006

CANTO PARA A VIDA

Sozinho canto ao luar
Na esperança de ver renascer
A alegria que tinha em viver
Junto de Ti, ó meu Deus!
Tal qual pardal assustado
Meu coração se agita chorando
Por não ter Jesus Cristo a seu lado
Para se encher

SÓ LUTANDO CONTRA A ESCRAVIDÃO DO SER
VIVENDO POR UM IDEAL
PODES VER DEUS
E APRENDENDO A PALAVRA QUE
NOS DEU SEU FILHO
UM HOMEM DE PÉ
PODEMOS VIVER:
A PARTILHA, O AMOR, A ESPERANÇA, A FÉ!

Vejo a cidade no vale
Onde buscamos a felicidade
Por caminhos que não são de verdade
Pois não têm ser
O vento sopra gelado
Na montanha do egoísmo instalado
Numa louca corrida em que a morte
Nos quer vencer

Mas eis que renasce a esperança
E a Primavera no meu ser floresce
Qual rebento teimoso no campo
A querer crescer
Olhando de novo a cidade
Vejo uma multidão a descer
A encosta da liberdade
E um jovem acenando com a mão
E a dizer:

(Carlos)

sexta-feira, março 17, 2006

Estava marcada

Corremos na vida,
Corremos para nada…
Já está decidida…
Tem hora marcada.

Mas esta certeza
Não vale de nada,
Corremos prá mesa
Corremos prá estrada.

Mas chega a hora…
E chega o momento…
Não é amanha, é agora…
Que eu paro no tempo.

Paro e penso….
E fico a pensar…
No instante intenso
Que me fez parar.

Naquele companheiro
Que corria veloz…
Partiu em primeiro,
E atrás vamos nós.

Corria na vida…
Corria para nada…
Já estava decidida…
Tinha a hora marcada.

domingo, março 12, 2006

QUERO?

Sinto um desejo enorme,
Uma vontade maior…
De seguir as sensações
De viver as emoções,
De saborear e de sentir.
Sem olhar…
Sem pensar…
Somente provar…o mel,
E poder distinguir…o fel,
Mas desejo sentir….
E luto para o conseguir…
Sem querer…acabo por desistir.

sexta-feira, março 10, 2006

ACREDITO….

Gosto de me sentir útil…
Quebra a monotonia.
Sentir que alguém me espera,
Saber que alguém pensa em mim,
Seja noite ou seja dia.
Saber que sou pequeno…inocente…
Saber que tudo devo a Alguém…
Sentir como sente toda a gente…
Mas não querer acreditar somente,
Naquilo que nos convém.
Ser livre e poder voar para longe,
Sem saber que destino levarei,
Sem pensar como sempre eu pensei…
Sem querer perder-me aqui e além.
E em Ti encontrar de novo a fonte,
Que em guia neste longo horizonte.
Sem ter medo de dizer a toda a gente…
Tu és o semeador, nós a semente.
Quero em Ti perder-me por amor e sem receio….
Quero dizer a todos em Quem creio.